Alerta foi dado na Quinta-feira

Navegador francês continua desaparecido entre a Madeira e os Açores apesar de esforços da Marinha e Força Aérea

O aventureiro francês Jean-Jacques Savin, de 75 anos, continua desaparecido entre a Madeira e os Açores depois de a sua pequena embarcação a remos ter sido encontrada virada ao contrário.
A filha recorreu às redes sociais da página do velejador francês, que partiu de Sagres a 1 de Dezembro e pretendia atravessar o Atlântico até às Caraíbas em 100 dias, para explicar que esclarecer que o corpo do pai não estava dentro da embarcação e ainda não tinha sido recuperado. Apenas foi encontrado o barco a remos de oito metros de comprimento e 1,70 metros de largura, com uma estação de remo no centro, com que pretendia fazer a travessia.
De acordo com informação da Marinha Portuguesa, foi recebido um alerta de emergência na passada Quinta-feira (dia 20 de Janeiro) através do dispositivo COSPAS-SARSAT – accionado quando entra em contacto com a água ou manualmente – da embarcação KAYAK RAMES GUYANNE N06, que se encontrava a 367 milhas náuticas (608 quilómetros) a sudeste da ilha de São Miguel.
Através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada) foram contactadas as autoridades francesas que informaram tratar-se de um navegador solitário que efectuava uma travessia Atlântica. De acordo com nota da Marinha Portuguesa, foi efectuado um navio a toda a navegação, empenhando-se meios aéreos da Força Aérea e a Corveta António Enes, que se encontrava a navegar ao largo de Porto Santo.
Depois de várias tentativas de contacto com a embarcação, que se revelaram sempre infrutíferas, o primeiro navio mercante divergido para a posição do alerta indicou que avistou a embarcação e o navegador na madrugada do dia 21 (Sexta-feira). No entanto, quando se aproximou da embarcação, foi indicado que a mesma se encontrava sem o homem.
Os vários navios mercantes e as três aeronaves empenhadas nas acções de busca e salvamento visualizaram a embarcação virada ao contrário, com o casco para a superfície, tendo-se intensificado por isso as buscas pelo homem, nas imediações da embarcação. Apesar de não terem encontrado o homem, um dos navios mercantes recolheu um saco impermeável que continha no seu interior a documentação de identificação do navegador.
Ao início da tarde de Sexta-feira a corveta da Marinha Portuguesa juntou-se às buscas na área e ainda tentou colocar mergulhadores na água mas as “condições meteorológicas extremamente adversas que se faziam sentir”, não permitiram que tal acontecesse, o que só viria a acontecer na manhã de Sábado (dia 22). Dá conta a Marinha que “perante a forte suspeita de que o corpo poderia estar no interior da embarcação, esta foi recolhida para bordo da corveta António Enes, numa operação extremamente complexa face à forte agitação marítima e à posição em que se encontrava o kayak, não se confirmando a presença do navegador no seu interior”.
As buscas revelaram-se infrutíferas mas mantém-se o aviso à navegação para que os navios que naveguem na área estejam atentos à possibilidade de ser avistado o náufrago. Nas operações de busca e salvamento estiveram envolvidos os centros coordenadores de busca e salvamento Marítimo (MRCC Delgada) e Aéreo (RCC Lajes) dos Açores, o NRP António Enes da Marinha, três aeronaves C-295, EH-101 e P3-ORION da Força Aérea e 11 navios mercantes de diversas nacionalidades. Em apoio estiveram também envolvidos os centros coordenadores de busca e salvamento Marítimo (MRCC Lisboa) e Aéreo (RCC Lisboa) de Lisboa.
Carla Dias

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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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