Afonso Quental na reunião do Conselho Económico e Social

“Há empresários a viver em pobreza envergonhada na freguesia da Maia”

Afonso Quental afirmou na reunião do dia 19 do Conselho Económico e Social, de que é membro, que “é gritante e preocupante o que está a acontecer na terra onde nasci, cresci e vivi a maior parte da minha vida, a Freguesia da Maia, a qual nestes últimos tempos, tem sofrido uma verdadeira hecatombe”.
Em sua opinião, “nota-se que as instituições bancárias com sede nos Açores (e que fecharam os seus balcões na Maia) não mostram qualquer interesse em ultrapassar esta situação, muito menos as Direcções Regionais das instituições bancárias com sede no Continente”.
Como descreveu Afonso Quental, a situação começou pelas “SCUTS com encerramento do caminho directo de acesso (de quem vai de poente para nascente de São Brás para a Maia) e construindo um outro sem acessos directos. Além do mais, ou não foi feito o devido estudo de impacte ambiental ou foi elaborado à distância - tal foi a pressa de entregarem a obra ao grupo espanhol”.
Explica que “derivado a esta grave falha, incompetência ou desmazelo, as grotas da Lajinha e Pedra Queimada, a Ribeira dos Calços da Maia e a Ribeira da Faleira passaram a ter um caudal muito superior. A situação agrava-se com as condições climatéricas adversas, uma vez que sempre que há grandes enxurradas , os cursos de água trazem detritos de toda a espécie, para a zona do Calhau da Areia (Porto de Pesca/ Praia). Basta dirigirem-se à nossa “Trincheira” nos dias de chuva e reparar na coloração do mar, parece lodo”, afirmou.
Afonso Quental realçou, por outro lado o encerramento do Balcão dos CTT na Maia e o encerramento, “por precaução já há mais de 4 anos, do caminho de acesso Maia / Lombinha /V.V.”
Relevou a “destruição do pequeno Porto de Pesca que também servia de praia e mantinha um pequeno espaço para jogos na areia. Esta obra, que”, no seu entender, “já deveria ter sido investigada pelas autoridades judiciais”.
Falou, depois, do encerramento da Padaria da Maia, que “não mereceu o apoio devido, ao trabalhador empresário e à família que se dedicavam de alma e coração” e do encerramento dos balcões dos bancos na Maia.
Pediu, em sequência ao Conselho Económico e Social que “é tempo de fazermos um apelo conjunto, para a criação de medidas excepcionais para a Maia, e outras zonas semelhantes na nossa região, para o risco sobre os pequenos e médios empresários que lá investiram - alguns que já se encontram na lista de pobreza envergonhada, ou prestes a entrarem em estado de falência”.
Em relação às obras no caminho da Lombinha, que dá acesso mais directo para as freguesias da Zona Oriental do Concelho da Ribeira Grande e Concelho do Nordeste para a Maia, “já há quatro anos que está encerrado”.
No início, explicou, “por ser um perigo à circulação” e, depois, pelas obras de “melhoramento e segurança”, que estão a ser realizadas pela Câmara Municipal Ribeira Grande presidida por  Alexandre Gaudêncio, que depois de 60 anos em que só houveram pequenos reparos, tendo sido os últimos há 40 anos, na presidência de Artur Martins.
A Câmara Municipal da Ribeira Grande “e bem, teve a coragem de iniciar esta obra tão complexa e premente, mas a mesma poderá não ser compatível com o Orçamento Municipal”.
No seu entender, “este esforço financeiro tem de ser feito a nível Regional, Nacional e mesmo recorrendo a fundos europeus” até porque “uma intervenção deficiente ou incompleta poderá levar, a que um dia, a histórica freguesia da Maia, sofra acidentes trágicos com derrocadas do Monte Sapata”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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