PCP/Açores defende que o Fundopesca deve ser igual ao salário mínimo para reduzir a pobreza

A Comissão da Ilha de São Miguel do PCP emitiu um comunicado a defender a urgência de que “o subsídio pelo mau tempo iguale o salário mínimo regional e que aos pescadores e armadores seja dado um papel mais activo na gestão desta verba”.
Os comunistas açorianos lembram que “o mau tempo que se tem feito sentir obrigou os pescadores a ficar em terra, tendo levado à activação do Fundopesca. Esta verba resulta dos descontos dos pescadores e armadores, que já são dos grupos profissionais com mais baixos rendimentos, apesar de todos os dias arriscarem a sua vida e terem uma profissão muito difícil. É com coragem que estes trabalhadores enfrentam o mar, para receberem a menor fatia dos lucros da pesca. Esta é uma situação que o PCP/Açores há muito critica, exigindo alterações, nomeadamente o aumento do valor do preço pago ao produtor, e o estabelecimento de um valor justo de primeira venda”.
Na mesma nota, referem os comunistasque “o Fundopesca foi criado precisamente para precaver os momentos em que os pescadores não podem ir para o mar, pelo mau tempo ou pelas paragens biológicas. Não é uma benesse: é uma verba que sai dos seus rendimentos, pelo que têm todo o direito a ela”. Por isso,  garante “o PCP/Açores não pode deixar de recordar as suas propostas: o subsídio atribuído deve ser equivalente ao salário mínimo regional, e deve ser dada aos pescadores e armadores maior autonomia na gestão do Fundopesca. Se o subsídio atribuído resulta da legislação que existe, deve então esta legislação ser mudada! Não podemos deixar de chamar a atenção para a mudança de discurso de PSD, CDS-PP, PPM, IL e CH: enquanto há três meses defendiam o aumento dos rendimentos dos pescadores, agora escudam-se numa lei que podiam mudar, de forma a manterem um subsídio que não tira ninguém da pobreza”.       

 N.C.

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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