25 de outubro de 2020

Um grito pelos Açores

1- Os Açoreanos são hoje convidados a escolher nas urnas, por voto secreto, os concidadãos que, de entre todos os candidatos, se apresentem como os mais capazes de os representar na Assembleia Legislativa da Região, e se mostrem capacitados para proporem e aprovarem políticas justas e igualitárias, aplicáveis sem descriminação a toda a sociedade, condizentes com os interesses e necessidades das nossas Ilhas, e que serão depois executadas pelo Governo que for aprovado pela Assembleia. 
2- Essa escolha é feita em circunstâncias muito especiais, porque estamos no meio de uma pandemia que inculcou o medo nas pessoas, o que as impele a ficar em casa, em vez de exercerem um direito que é livre mas inalienável, que é o de votar em liberdade. 
3- Citando Winston Churchill “ É melhor lutar por algo do que viver para nada”, o que se aplica de forma lapidar na conjuntura em que nos encontramos. 
4- Neste momento difícil, cada Açoreano tem de renovar o seu compromisso com a Autonomia consagrada na Constituição de 1976, e que fará 45 anos em Março de 2021. 
5- Esta foi uma luta pela qual se bateram denodadamente os Deputados Constituintes, mas foi sobretudo uma conquista do povo Açoreano que votou sucessivamente pela sua aprovação e pela sua consolidação.
6- Essa luta é uma luta de sucessivas gerações, e as gerações actuais não podem deixar cair o regime autonómico por falta de participação e empenho nas eleições para escolherem dois dos seus pilares, que são a Assembleia Legislativa e o Governo Regional.
7- Por estarmos no meio de uma batalha, escolhemos algumas citações importantes de Winston Churchill, e numa delas ele dizia “Não é suficiente fazer o nosso melhor, às vezes nós temos de fazer o que é necessário”. E o necessário hoje é votar para vencer a abstenção que é um cancro que mina a Autonomia.
8- Não podemos parecer atacados por uma Insanidade política. O físico Albert Einstein dizia que; “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. 
9- Não podemos continuar a engrossar a onda dos abstencionistas que não votando, no dia seguinte se apresentarão como os mais desiludidos e como os mais reivindicativos.
10- A nossa preocupação é um grito de alerta apelando à participação de todos, para sermos obreiros comprometidos do futuro. É um grito que abrange todas as gerações, mas de forma especial os jovens, para que não deixem de participar na política, e que se preparem para, no futuro, continuar a Autonomia, que sendo uma aspiração secular e uma conquista a caminho dos 45 anos, ainda é muito jovem e precisa de continuadores com saber e com coração Açoreano, que é um coração sofredor mas resistente às tempestades, ao isolamento e com amor ao seu torrão natal que só quem é Ilhéu sabe dar valor. 
11- Durante a campanha eleitoral todos os partidos tiveram oportunidade de anunciar ao que vinham. É habitual prometerem o que acham mais importante fazer para melhorar a vida dos cidadãos, mas entre as boas intenções há sempre quem puxe a brasa à sua sardinha, e fora do arco partidário há sempre quem, sem rebuço, venda a alma para criar casos que influam na escolha dos eleitores, e por isso achamos por bem terminar o nosso grito pelos Açores com uma citação de Winston Churchill que diz: “Uma mentira dá a volta ao mundo antes que a verdade tenha tempo de vestir as calças”.
12-  Que a nossa luta pela Autonomia seja também uma luta e um grito pela verdade, e que esse seja um compromisso de cada um para futuro, sem esquecer que o voto é a única arma que o povo tem nessa batalha!

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Categorias: Editorial

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