16 de setembro de 2020

Fortalecer, acelerar e recuperar

Coesão Regional

Fortalecimento da coesão regional, aceleramento da qualificação do capital humano e recuperação e eletrificação da economia, deverão ser as chaves mestras nos investimentos do próximo quadro comunitário. 
Os Açores vão dispor de um quadro global de financiamento comunitário de, pelo menos, 3.257 milhões de euros nos próximos sete anos, representando um aumento de 92% dos fundos comunitários, e mais 1.145 milhões de euros do que no Quadro Comunitário de Apoio anterior. Esta é uma vitória com o rosto e muita persistência de Vasco Cordeiro.
A coesão regional nas nove ilhas que é visível, desde logo no bem-estar vivido em todas as ilhas - na generalidade temos serviços públicos próximos e de qualidade. 
Não pode nunca ser descurado, e muito menos comparado com outras regiões periféricas, o enorme desafio que é o de desenvolver de forma harmónica as 9 ilhas dos Açores. Há sempre o multiplicador, no mínimo por 9. O aceleramento da qualificação do capital humano é condição base para todo e qualquer desafio para um território coeso e sustentável. Do ensino regular, ao ensino profissional e à qualificação de adultos, temos ainda muito para fazer com rigor, exigência e qualidade para a aprendizagem e qualificação significativas, partindo das competências de cada cidadão. 
 
Coesão nacional 

Face à turbulência política vivida durante a pandemia que atravessamos, enfatizada pela “continuidade territorial”, não fica por mãos alheias a forte noção de coesão nacional por parte do Governo da República para com os Açores, concretizada, também, pelo reforço de verbas do quadro plurianual e do plano de recuperação europeu. 

A caminho das Regionais 2020

A mensagem do PSD na visita a uma escola profissional foi desconcertante e desconhecedora da realidade. Disse o candidato José Bolieiro que “(…)a região regista os piores resultados no ranking nacional, destacando ser necessário criar um pensamento estratégico para a formação profissional”. Ora os rankings nacionais - uma aberração da dignidade do percurso individual de cada aluno (expressão minha) - não estão associados à formação profissional, mas sim ao ensino regular. Mais uma gafe? ou desconhecimento? E, já agora, para os liberais fanáticos dos rankings, registe-se a melhoria nos exames de 2019, sendo a escola da ilha das Flores a 2ª melhor a nível nacional na disciplina de matemática.
Os partidos já apresentaram as candidaturas aos diferentes círculos de ilha e compensação. Cabe ao povo a escolha face a cenários próximos imprevisíveis. O cidadão não está dissociado do candidato - o  percurso pessoal, profissional e cívico devem ser analisados e ajuizados pelo povo, admitindo não ser fácil face à ausência de listas abertas, em que há só um único “bolo” atraído pela “cereja”. Face ao contexto em que vivemos e dos desafios que nos esperam, só com o voto consciente, mesmo com atual sistema de listas fechadas, se concretiza o enorme passo que é o da escolha livre e democrática.
 

Print

Categorias: Opinião

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima