Rodolfo Cardoso está a renegociar contrato com o Santa Clara

“Eu ainda sonho com voos altos”

 Correio dos Açores - Rodolfo Cardoso foi guardião do Santa Clara em estreia absoluta na 1ª Liga. Conta-nos o que sentiste?
Rodolfo Cardoso - Foi um misto de emoções com um orgulho enorme. Para mim, saber que houve um longo caminho para que esse dia chegasse é um sentimento que mais me deixa feliz, conjuntamente com a alegria que dou aos meus pais e à minha família, pois sei que eles têm orgulho em mim! 

Como reages a esta mensagem: Mal sabíamos nós que um dia voarias tão alto. Estamos todos tão orgulhosos, de coração pleno e cheio.
Nós todos temos sonhos eu ainda sonho com voos bem altos, sendo uma das minhas maiores alegrias é poder ser açoriano e jogar no clube da minha terra.

Como foi viver na Cidade do futebol, no Jamor?
Viver na cidade de futebol foi uma experiência inesquecível, muito com condições ao mais alto nível. Foi muito bom usufruir das infraestruturas da Seleção Nacional, mesmo sabendo que não foi fácil estarmos 2 meses longe da família, contudo, temos um grupo incrível e isso sempre nos ajuda a ultrapassar a distância.

Qual a influência do treinador José Serrão na tua carreira?
O Mister Serrão foi muito importante na minha carreira e tenho a certeza que todas as conversas que tivemos nunca irei esquecer. Foi um gosto enorme trabalhar com ele e apercebi-me que eu aprendia todos os dias, foi mesmo um prazer partilhar a zona de baliza com o Mister Serrão.
Como reages às declarações do teu ex-treinador João Henriques, ao dizer que eras um miúdo com uma margem de progressão enorme, mas mais do que o grande profissional ele destacou o facto de seres um bom miúdo?
Claro que todos os elogios que vêm de cima, sobretudo que vêm da equipa técnica, dão-nos ânimo e sentimo-nos felizes. Tenho consciência que todos os dias trabalhava no duro para que aquela oportunidade surgisse. Por isso, fico muito grato contente à equipa técnica e ao Mister João Henriques terem-me dado a oportunidade de me estrear na primeira liga de futebol português. Aproveito para lhe desejar muitas felicidades e que, no seu próximo projeto, tenha muita sorte e sucesso, como teve no Santa Clara.
Esta época foste emprestado ao Louletano. Como correu?
O meu empréstimo ao Louletano, por um lado, foi positivo, pois aprendi a ver o futebol de maneira diferente e fez-me crescer como Homem, como também a nível profissional. Por outro lado, não foi tão positivo para mim enquanto atleta, devido ao escasso tempo de jogo. 
Que sentimentos vives neste momento?
Principalmente orgulho em mim, por poder ver os meus sonhos a serem concretizados. O clube sempre me deu as melhores condições e agradeço sempre às pessoas que estão por detrás do projeto por acreditarem em mim, mas o que me sabe melhor ainda é que tudo o que consigo é fruto do trabalho, do esforço e da dedicação que tenho na minha função.

Qual foi o melhor momento da tua carreira desportiva nesta época? 
O melhor momento da minha carreira desportiva nesta época é, sem dúvida alguma, a minha estreia na 1ª liga, pois volto a dizê-lo, é um momento único, ainda para mais, com a camisola do Santa Clara. É, de facto, um momento para reviver no futuro, dado que foi um sonho tornado realidade.

A próxima época já está resolvida?
Eu pretendo continuar a ajudar o Santa Clara e estou, neste momento, a tratar da renovação do meu contrato com os responsáveis pela SAD.

Quais os teus sonhos enquanto atleta?
Os meus sonhos, principalmente enquanto atleta, é ser sempre muito melhor amanhã do que aquilo que sou hoje, não só como jogador, mas também como homem. Um atleta sonha sempre alto, mas temos que ter os pés bem assentes na terra e nunca dar um passo maior do que a perna, pois não podemos viver de ilusões e sem muito esforço e muita dedicação não atingiremos os nossos objetivos.

E quais são os teus objetivos para a próxima época. 
Vou continuar, como até aqui, a aproveitar cada treino e dar sempre o meu melhor para que, sempre que for chamado, tentar ajudar a equipa e corresponder, da melhor maneira, pois é para isso que trabalho. Estes são objectivos de vida que não são apenas para a próxima época, mas para a minha carreira desportiva.

O que te leva a optar pela carreira de atleta de futebol?
Desde criança, sempre tive o sonho de ser profissional de futebol. Trata-se de uma verdadeira paixão que tenho pela bola, pelo treino, pelas brincadeiras no balneário, são momentos únicos que felizmente tive o privilégio de conseguir. Agora, há que dar continuidade ao trabalho.

Em que medida o futebol está a influenciar o teu modo de vida? 
Sem dúvida que o futebol ocupa a maior parte do tempo na minha vida, mas também é o futebol que me faz motivar para procurar alcançar os meus sonhos e os meus objetivos de vida. O futebol é uma autêntica escola onde se aprende as regras de viver em equipa e na sociedade. Por outro lado, o futebol proporciona-nos uma boa prática física e mental e uma boa qualidade de vida, influenciando-nos na forma como encaramos os problemas do dia-a-dia.

                                      António Pedro Costa
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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