18 de fevereiro de 2020

Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia em Lisboa

“Abordagens regionais são mais eficazes na gestão dos oceanos e dos seus recursos”

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou, em Lisboa, que os oceanos e os serviços dos seus ecossistemas para a humanidade são “demasiado importantes para os ignorarmos”.
“Infelizmente, os oceanos estão sobre grande pressão e estão a mudar, e as consequências só podem ser dramáticas”, frisou Gui Menezes, salientando que é preciso “mais cooperação, mais ciência e mais conhecimento”.
O Secretário Regional falava num painel dedicado à ‘Economia do Mar, Desenvolvimento Sustentável e Governança dos Oceanos’, no âmbito do evento ‘A Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável da ONU’ que decorreu na Academia das Ciências de Lisboa.
“Se pensarmos nas alterações climáticas e nas suas consequências ao nível da acidificação dos oceanos, do aumento das temperaturas e da diminuição do oxigénio, na poluição e no lixo marinho, na sobre-exploração de recursos, na pesca ilegal não reportada e não regulada, na diminuição da biodiversidade e na degradação dos habitats e ecossistemas, erosão costeira e nas ameaças às populações ribeirinhas, facilmente nos apercebemos que são necessárias abordagens a diferentes escalas, nomeadamente a nível local, regional e global”, afirmou Gui Menezes.
Neste sentido, considerou “fundamentais” as organizações regionais de gestão das pescas, “muitas delas fruto de iniciativas das Nações Unidas, que são organizações na interface ciência/política que reúnem um conjunto de países interessados numa determinada área do oceano”.
 “Em 2018 estavam instituídas cerca de 40 organizações, cobrindo já uma vasta área do oceano”, referiu, acrescentando que estas organizações “deveriam alargar as suas áreas de trabalho para além das pescas, nomeadamente para a poluição marinha, a biodiversidade e a recolha de dados, entre outras”.
Segundo o Secretário Regional, “as abordagens regionais são mais eficazes” no que respeita à “gestão eficiente dos oceanos e dos seus recursos, e dos interesses económicos numa determinada área”.
“Estas organizações serão fundamentais na gestão dos mares situados para além das zonas jurisdicionais”, sublinhou, lembrando que “cerca de 60% dos oceanos corresponde a alto mar fora das jurisdições nacionais, o que coloca muitos desafios”.
Na sua intervenção, Gui Menezes sublinhou que os Açores, “enquanto região insular, com uma das maiores ZEE da Europa, têm um contributo a dar e têm de tomar medidas responsáveis, à sua escala”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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