Em cerimónia que decorreu em unidade hoteleira de Ponta Delgada

Fundador do Lionismo homenageado ontem pelo Lions Clube de São Miguel

 O Lions Clube de S. Miguel, introdutor do Movimento Lionístico nos Açores, promoveu ontem uma homenagem ao fundador do Movimento e a todos os açorianos que, de alguma forma, se distinguiram pela sua entrega e pela generosa contribuição a favor da causa lionística.
O evento, subordinado ao lema de um dos objectivos do Lionismo - “Unir os Sócios com Laços de Amizade, Bom Companheirismo e Compreensão RECcíproca” – iniciou-se com um breefing de acolhimento dos convivas, na sede do Clube, prosseguindo com o almoço de “Convívio Melvin Jones”, no Azores Royal Garden, em Ponta Delgada, numa confraternização para que o Clube convidou todos os “Companheiros Melvin Jones” dos Açores.
O Movimento Lionístico, homenageia, em todo o mundo, em Janeiro de cada ano, o seu fundador, reunindo todos os “Companheiros Melvin Jones”  (CMJ) de Portugal em Vila de Rei, numa jornada de convívio e de reflexão sobre a vertente humanitário-solidária dos Lions, evento sempre aguardado com grande expectativa e não menor interesse, a que, habitualmente, aderem as principais entidades dos Distritos Lionísticos do nosso país.
Neste evento, que habitualmente conta com a presença de CMJ dos Clubes dos Açores, esteve este ano o CMJ José Nunes, do Lions Clube de S. Miguel, que rodeado da simpatia e do apreço de todos os convivas para com os Lions açorianos, em breves palavras a todos saudou numa intervenção em que, de algum modo, procurou transmitir o natural sentir dos Lions destas ilhas relativamente ao fundador do Movimento que todos perfilharam.
Recorde-se que o Lions Clube de S. Miguel já foi o Clube com mais Companheiros Melvin Jones em Portugal, tendo sido o único Clube que, num só ano, registou o maior número de Comendas atribuídas, precisamente em número de doze, concretamente a Fernanda Santos, João José Mota, Florival Santos, Álvaro Teves de Lemos, Henrique Santos, João Carlos Rodrigues Carreiro, Octaviano Mota, Américo Natalino Viveiros, António Honrado Neto, Osvaldo Pacheco Couto, Jorge Furtado Dias e José Nunes. Para além destes, figuram ainda no mural do Lions Clube de S. Miguel, como CMJ, Edmundo Lima, João Gago da Câmara, João Bosco Mota Amaral, Noé Borges de Carvalho, Henrique Teixeira Luis, Camilo Elói Moniz e Maria Orísia Melo, Afonso Batista, Eduardo Gaudêncio Benevides, Fernando Flor de Lima e Miguel Medeiros Simas.
Ainda nos Açores, segundo apurámos, foram até distinguidos, como Companheiros Melvin Jones, 2 no LC Rabo de Peixe, 2 no LC Nordeste, 4 no LC Ribeira Grande, 1 no LC Povoação, 1 no LC Ilha Terceira e 1 no LC do Faial.
A designação de “COMPANHEIRO MELVIN JONES” é o título da Comenda, com emblema e placa, atribuída pela LCIF a benfeitores – Lions e não Lions – propostos por um Clube que, neles, vejam qualidades de mérito, tais como a generosidade e a solidariedade, e que se proponham apoiar ou tenham apoiado actividades desenvolvidas pela Fundação na sua missão de fomentar a expressão do Lionismo no mundo e o espírito de compreensão entre todos os povos da terra e, ainda, de atender às necessidades humanitárias das comunidades.
Aliás, a LCIF – Lions Club International Foundation é órgão de concessão de subsídios que permite aos Lions impactar positivamente a qualidade de vida nas comunidades que a aura dos Lions consegue abranger.
O programa “Companheiro Melvin Jones foi criado pela LCIF em 1973.
Refira-se que a Comenda de Companheiro Melvin Jones é titulada sempre pelo Clube que o requereu, permanecendo como património do Clube para todo o sempre.
Refira-se que todas as doações corporizadas com a adesão de novos “Companheiros MELVIN JONES são canalizadas para subsídios e programas destinados a apoiar os Clubes Lions de todo o mundo, nas suas actividades de serviço, em prol do desenvolvimento das suas comunidades.
De facto, ao longo de mais de 50 anos, a LCIF tem vindo a apoiar os Clubes a responder às necessidades das suas comunidades. Com cada subsídio concedido, a história dos Lions cresce, juntamente com o impacto dos Lions no mundo, influenciando positivamente a qualidade de vida das populações contempladas, próximas ou distantes.
Todas as doações da LCIF, angariadas com a acção filantrópica de todos os Lions e não Lions propostos e admitidos a Companheiros Melvin Jones, são canalizadas para apoiar projectos candidatados pelos Lions de todo o mundo através dos quais o Movimento Lionístico cumpre o desiderato concebido pelo seu fundador de contribuir para o desenvolvimento das nações e para a felicidade dos seus povos.
Com cada novo Companheiro Melvin Jones, com a generosidade com que cada um contribui para a solidariedade praticada pelo Movimento Lionístico, crescem não só a dimensão da actividade dos Lions mas, também, a indispensabilidade da sua intervenção filantrópica na tentativa de equilíbrio de crescimento e de desenvolvimento entre todos os Povos e Nações da Terra.
Presentemente existem no mundo mais de 440 mil Companheiros Melvin Jones e mais de 89 mil “CMJ” Progressivos (estes assim denominados porque continuaram a sua ajuda à LCIF mesmo depois de instituídos) , que ajudam ao desenvolvimento de iniciativas solidárias em todo o mundo, com ênfase para as campanhas de combate à cegueira reversível, nomeadamente construindo clínicas e hospitais, apoiando instituições de promoção e ajuda social em países subdesenvolvidos e implementando projectos de captação e distribuição de água em zonas remotas e paupérrimas com vista a melhorar as condições de salubridade aos seus habitantes. Presentemente, a LCIF centra ainda a sua actividade filantrópica no combate às assimetrias sócio-económicas e na luta contra as suas causas.
Historiando as circunstâncias  e a época, preocupado com as nefastas  consequências da 1ª Grande Guerra e com as novas soluções para os consequentes novos problemas que, com ela, os homens provocaram, aquele que viria a sem o mentor dos Lions,, Melvin Jones, vendo as respostas positivas às inúmeras cartas de apelo que dirigiu a muitos influentes homens de negócios na tentativa de os congregar num movimento que procurasse corrigir as assimetrias que a deflagração mundial provocou, perguntou-se a si próprio: “E se estes homens, que são bem-sucedidos devido à sua iniciativa, inteligência e ambição, usassem os seus talentos para trabalhar em prol das suas comunidades?” 
Ele vislumbrava já, então, um novo tipo de clube com o intuito de ajudar os outros e foi essa visão, por todos aqueles influentes homens comungada, que, pelo seu impulso, Melvin Jones, em 8 de Outubro de 1917 levou à criação do Movimento, pelo que, naquele dia de Outubro, todos os anos é celebrado o Dia Mundial do Serviço Lionístico.
E foi assim que, um homem só, com a sua visão e a sua determinação em fazer na terra um mundo melhor para os seus habitantes, impulsionou a criação do Movimento Lionístico, com a criação de um Clube Lions na América, Movimento que hoje se estende a mais de 200 nações, com cerca de 45 mil Clubes integrando cerca de um milhão e meio de membros efectivos.
Refira-se que o Movimento Lionístico se estende em 1920 ao Canadá, em 1926 à China, em 1935 à América Central, em 1936 à América do Sul, em 1947 à Oceania e Austrália, datando de 1948 a sua implantação na Europa (Suécia), tendo a sua extenção em Portugal ocorrido em 1954, com a criação do Lions Clube de Lisboa (Host/Mater).
O Lions Clube de S. Miguel, o Clube Mater dos Açores, foi o introdutor do Lionismo na Região Autónoma dos Açores, tendo sido fundado em Outubro de 1979,  originado a posterior criação de Clubes em todas as Ilhas, à excepção  do Corvo.
A finalizar, refira-se que a Lions Clube Internacional Foudation quando, em 2018, comemorou o seu 50º aniversário, desafiando os Lions a fazerem uma profunda diferença, financiou inteiramente, por doações de caridade de Lions e parceiros, projectos de mais de 1 bilhão de dólares nomeadamente nos domínios de visão, juventude e socorro às vítimas de catástrofes.
 

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Autor: CA

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