“Numa relação nem tudo são flores mas os benefícios são muitos”

 Hoje assinala-se o Dia dos Namorados, também conhecido por Dia de São Valentim. 14 de Fevereiro é  uma data especial e comemorativa na qual se celebra o amor entre casais e namorados. É dia de troca de cartões e presentes com símbolo do reconhecimento pela pessoa amada. Os presentes variam de acordo comas possibilidades de cada um. Os mais novos optam por flores, tradicionais caixas de bombons, peluches. Os mais velhos por algo mais requintado que pode ser em bijuteria ou em artigos de ourivesaria, que conforme as posses pode ser prata, ouro ou jóias. Contudo, se esta data assinala o amor também ajuda o comércio. As vendas disparam e os comerciantes prepararam-se antecipadamente para assinalar a efeméride. Com antecedências as monstras dão a conhecer produtos relacionados com o amor e com mensagens românticas. Neste dia os restaurantes também têm grande procura. Nada como assinalar o amor com uma boa refeição e para muitos há espaço para uma dança ou até mesmo dar uma escapadinha romântica a um hotel. Enfim, o lado comercial também une-se ao amor.
Namorados e casados assinalam a data. Liliana Botelho, casada, dois filhos, um menino e uma menina, sempre atarefada com os afazeres da casa e da família também encontra tempo para dedicar à sua relação amorosa, porque todos os dias também são dias do amor e há que ser cultivado.
Ao Correio dos Açores, esta mãe e esposa, refere que é preciso ter em conta que “numa relação nem tudo são flores, mas uma coisa é certa os benefícios são inúmeros!”. Tudo porque, como diz, “para quem tem um relacionamento as prioridades mudam, não significando que teremos de mudar o nosso «ser».
Ao casar e ao formar uma família “começamos a pensar em conjunto, mais importante começamos a decidir o que é melhor para ambos, assim como começamos a pensar mais seriamente sobre o futuro”.
Para Liliana Botelho, “Relação é procurar o outro antes de tomar uma decisão, não querendo com isso dizer que ficamos sem a capacidade de decidir algo sozinhos, mas sim por querermos ouvir o que o outro tem a dizer sobre! Isto é,  “em tom de brincadeira” mais que não seja se a decisão não for a mais acertada termos com quem partilhar a culpa.
É de opinião de que num relacionamento tem de existir muita paciência (dose extra mesmo) num dia poderemos querer falar tudo no outro nem por isso, enfim, o amor é sólido mas não é um dado adquirido, todos os dia temos de investir nele, tentar nos apaixonar mais um bocadinho hoje do que ontem”
Confessa que não compreendo o termo “ já não perde casamento” quando as pessoas não investem em si para agradar o outro, defendendo que sim perde-se muito ao não investir porque, como disse o amor não é sólido! 
Numa relação apaixonamo -nos e reapaixonamo-nos pela mesma pessoa várias vezes! 
Num relacionamento a rotina não significa que as coisas vão mal, significa que estamos juntos o suficiente para termos intimidade com o outro a fim de partilharmos desejos e vontades, manias virtudes e defeitos”
Não é fácil manter um relacionamento “saudável”, garante Liliana Botelho, “mas acreditem o que vem depois vale muito a pena, conversar sem medos confesso que não tem preço!
As tristezas são para partilhar (sim aparecem umas quantas pelo caminho) mas a alegria, essas têm de ser multiplicadas!”
Se me perguntarem, vale a pena ter um relacionamento, direi prontamente que sim, apesar de não saber qual o desfecho (ninguém sabe) uma coisa é certa todos os dias fazemos e tentamos o melhor que conseguimos em prol dos dois e isso já é um grande passo para o sucesso numa relação, regista a nossa entrevistada, que deixa a dica: “Sejam felizes, pois por aqui nós tentamos todos os dias o ser”.
Mas se o amor é partilha também há quem partilhe com ciúme e violência em nome do amor. Sobre violência no relacionamento, Liliana Botelho confessa que o tema a deixa com os “nervos em franja” e assume: “não o permito de qualquer das formas seja física, verbal ou psicológica (em ambos os gêneros). Não, não e não, pois o amor não tem de ser cego. Por vezes os sinais estão todos lá mas vão na cantiga do “ah vai mudar” “é por ter ciúmes que o faz”. Isso não é verdade, pois “quem ama não maltrata verbalmente,  quem ama não bate, quem ama não faz chantagem emocional quem ama não humilha”, remata Liliana Botelho.
Do amor no casamento passamos para quem agora começa a dar os primeiros passos no namoro.
Vitória Almeida, de 15 anos, e Botelho também de 15 anos namoram há quatro meses. São estudantes e aproveitam os tempos livres para estarem juntos. “Encontramo-nos sempre depois da escola. Damos uma voltas” e para assinalar este dia vão jantar fora, que pode passar por um restaurante de acordo com as suas possibilidades. Quanto a oferecem algo, diz que sim mas vai ser surpresa, pois nenhum deles abre o jogo antes. 
Para Botelho namorar hoje em dia para muita gente “é falar do amor da sua vida mas semanas depois isso acaba”, mas entende que “isso não pode ser. Tem de haver confiança e amizade. Penso que namorar tem de ser quando se gosta para a vida inteira, digamos assim”. Já Vítória Almeida, que concorda com o namorado, e acredita que há amor para a vida “acha que conviver com uma pessoa todos os dias é partilhar experiências novas com o namorado” para solificar o amor que têm e que hoje acreditam terá futuro.
As novas tecnologias também são novidade para o amor. Há quem namore pela internet. Numa altura em que cerca de 450 mil portugueses procuram, mensalmente, um relacionamento através da internet (Semper, 2012) bem como através das redes sociais (Facebook, Instagram, entre outros), e onde as aplicações de onlinedating para smartphone, como é o exemplo do Tinder, têm um crescimento cada vez maior, levando a que Portugal esteja no top 20 dos países que utilizam o Tinder, fazendo os portugueses 127 milhões de “swipes” por mês (Globalwebindex, 2015), importa refletir sobre todo o impacto desta tecnologia no amor e nas relações amorosas. Ms. Lolita VonTease e Mr. José de Carvalho Veloce, os apresentadores do podcastTinderella: O Amor nos Tempos do Tinder são os convidados do Temporada Cowork Café hoje para falarem de amor e relações amorosas numa era cada vez mais digital, onde grande parte dos relacionamentos são mediados pela tecnologia. Estas são novidades que os tempos modernos acolhem. O amor físico e o amor virtual estão a coexistir.                            
                                                  

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