9 de fevereiro de 2020

Recados com Amor

Meus Queridos! A política nos Açores está a fervilhar, e depois desta semana o meu querido Presidente Vasco ter dedicado o seu roteiro às áreas sociais, começando por anunciar mais 300 lugares nas creches, e mais 135 vagas para professores nas nove ilhas da Região, o líder nacional do PSD, Rui Rio, em congresso, depois de reafirmar a matriz centro esquerda do partido… dedicou uns minutos aos Açores, e anunciou que quer destronar o PS/A da governação de 24 anos seguidos na Região, apontando as razões para tal desejo. Depois dos anúncios de Vasco Cordeiro, recebi duas chamadas telefónicas, uma da minha sobrinha neta, perguntando se era verdade o que tinha lido na imprensa, porque ela está há mais de dois meses sem um professor que meteu baixa e nunca mais apareceu…, depois outra da minha comadre Genoveva, que me perguntava se eu sabia quais eram as creches que tinham os novos lugares disponíveis para receberem crianças, porque a filha dela, por sinal minha afilhada, anda a bater de porta em porta à procura de um lugarzinho para colocar a neta de seis meses e encontrou até agora a lotação esgotada delas todas…. Prometi-lhe falar com o Director do Jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio para saber se o jornal tem alguma informação que me possa dar uma luz para lá chegar… A vida não está fácil para quem a quer levar com trabalho e honradez! 

Ricos! Uma das formas de criar nos alunos das escolas um sentimento e gosto de ser açoriano só pode ser transmitido através da leitura e por isso mesmo é preciso que alguém tenha a coragem de fazer com que os jornais regionais cheguem a todas as escolas e que os professores habituem os alunos à sua leitura. E lembrei-me disto quando vi a notícia de que lá para os lados da Povoação, para os alunos do quarto ano, foi criada uma actividade em que se sentaram os professores e alunos para contar e estudar o livro “O Barco e o Sonho”, do grande jornalista e antigo chefe de redacção do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, Manuel Ferreira. E é assim mesmo. Jornais dos Açores nas escolas e escritores açorianos lidos e explicados aos alunos são os únicos caminhos para que desde pequenos possam amar os Açores…. A vida ensina que ninguém ama aquilo que não conhece! Só espero que, tal como já faz a Câmara do meu querido Presidente Bolieiro há quase meia dúzia de anos…, ao garantir a assinatura de um jornal por escola do Concelho, mediante um acordo celebrado com as empresas jornalísticas… que outras Câmaras e o Governo dos Açores possam seguir o mesmo caminho… Trata-se de um investimento na cidadania que tanto se apregoa mas, na prática, pouco se faz por ela!


Meus queridos! Quero deixar aqui o meu ternurento beijinho ao velhinho e sempre renovado Diário dos Açores, que comemorou o seu sesquicentenário no passado dia 5 de Fevereiro. Não é para menos. Os seus 150 anos de vida fazem dele o Diário mais antigo dos Açores. Para o seu Sócio-Administrador, Américo Viveiros, para o seu Director, Paulo Viveiros e para o seu Director-executivo, Osvaldo Cabral, o meu ternurento beijinho que se estende às jornalistas Olivéria Santos e Alexandra Narciso e a todos os colaboradores do jornal… Não fui convidada para a festa que reuniu toda a equipa da Gráfica Açoreana, mas sei que foi num ambiente de muita alegria como é apanágio de quem cultiva o espírito de empresa de que tantas vezes fala o seu Administrador, Américo Viveiros, que sabe como ninguém o que custa colocar um jornal na rua todos os dias. E aqui nestes meus recadinhos deixo também uma saudação e um abraço à tertúlia do Pois Alevá, que em cada Domingo leio com toda a atenção! Para todos as maiores felicidades e que o velhinho Diário seja sempre uma voz nova e irreverente todos os dias! E contem comigo e com o meu vestido azul-bandeira para os cem anos do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio e que estão mesmo à porta. Primeiro de Maio é já ali!


Meus queridos! A minha prima Jardelina disse-me que leu num dia desses num jornal destas ilhas, que era um erro beber leite de vaca ao pequeno-almoço e que em alternativa, devemos “recorrer a leite de amêndoas, de arroz ou de nozes, todos eles, por certo, bem melhores para a sua saúde”. Fiquei para Deus me levar. Não sei se quem escreveu isto é nutricionista ou aprendiz de qualquer coisa, mas o que sei dizer é que com amigos destes os lavradores açorianos não precisam de inimigos. Já não bastava vir o PAN pedir uma taxa sobre cada quilo de carne… e mais as fraldas para as vacas para minimizar o metano. … Agora só falta entrar-se na grande campanha contra o leite de vaca, quando há estudos científicos a dizer que o nosso leite até tem propriedades de cura e prevenção de doenças… E já viram quanto custa o tal leite de amêndoas, nozes ou de arroz ??? Cada pacote de litro dá três ou quatro de leite normal e dois de leite sem lactose… Por isso é que tenho sempre um pé atrás… quando vejo a diarreia de estudos que por aí circula, tudo encomendado de acordo com os interesses de grupos e grupelhos… e com o fito de publicitar ou vender os interesses em causa… Cá por mim, a cada pequeno-almoço, vai o leitinho, queijo e manteiga dos Açores, sempre… e o meu colesterol está que é uma beleza! 


Meus queridos! Muitas vezes tenho escrito aqui nos meus recadinhos, que essa coisa do fundamentalismo ambientalista ou é mania ou é interesse, porque para além de muito pilim, o que mais se vê são palavras ocas, como aquelas que ouvi de um fervoroso defensor dos popós eléctricos que dizia que no futuro “ os carros eléctricos vão ser a grande percentagem do parque automóvel”. Para mim, ricos, dizer isto é o mesmo que em 1900 alguém dizer que no futuro os carros a gasolina seriam no futuro, mais do que as carroças, as tipoias e os char-à-bancs. Ao menos pensem antes de bolçar tanta asneira só para se mostrarem que estão na onda… Um pouco de juízo não faz mal a algum! 

Meus queridos! No Dia de Amigas, e como sempre acontece, fui tomar um chazinho com a minha prima da Rua do Poço, que isto de ir para restaurantes não está para o bolso de uma reformada como eu. Deixei o meu velho popó no parque entre as Travessas da Calheta, porque na Rua do Poço só podem passar e parar os moradores, e qual foi o meu espanto, ao passar pela primeira Travessa da Calheta, quando vi que 20 por cento das casas que serão para demolir para o prolongamento da Avenida D. João III, estão com placa de venda à porta. Claro que os seus donos têm todo o direito de as vender, mas o que me faz espécie é como alguém as vai comprar sabendo que são para demolir. Ou será que o PS deixou cair na Câmara a exigência do prolongamento da dita cuja para deixar passar os Orçamentos na Assembleia Municipal? A minha prima da Rua do Poço até diz que a sorte da Calheta é esta: muita parra e pouca uva!

Ricos! E já que estou a falar na Calheta, ninguém imagina como o pessoal está contente com a notícia de que finalmente vão ser feitas obras e correcções lá para os lados da ETAR, no final da Avenida João Bosco Mota Amaral. É que aquilo tem dias em que a vizinhança nem pode abrir uma janela, nem secar roupa no quintal tal é o pivete que vem dali. Vamos a ver se é desta que tudo vai ficar resolvido, porque desde há anos que o problema é sempre o mesmo. 
Meus queridos! Só agora é que percebi por que motivo a gente não deve ver muitos filmes. O ex-Ministro das Tropas disse alto e bom som que não estranhou nada no caso do misterioso achamento das armas de Tancos, porque vê muitos filmes policiais e não falta quem denuncie e nunca se saiba quem é. Para quem já foi Ministro, é muita “coboiada” junta. E o pior é que o rico ainda acha natural que haja medos e segredos entre polícias judiciárias civis e militares. E eu a pensar que elas deviam era colaborar, como sempre foi apregoado… isto só neste rectângulo à beira-mar plantado….


E por falar do rectângulo, começa agora a entrar na agenda política ( penso que é assim que se diz), a próxima eleição do Presidente da República. Começou com os palpites da mestra de audiências televisivas Cristina Ferreira, que anunciou a sua disponibilidade para se candidatar ao cargo e mereceu por isso reportagem desenvolvida numa revista de dimensão nacional, “vendendo” as qualidades da putativa candidata. Depois apareceu uma ode justiceira a lembrar as qualidades da antiga deputada ao Parlamento Europeu Ana Gomes, tentando criar uma vaga esquerdóide que a leve a concorrer ao cargo… Agora, aparece do lado direitista extremista e populista, o deputado Ventura do Chega… a comunicar a sua candidatura contra o Presidente Marcelo, argumentando em suma, que o Presidente não tem defendido as políticas que o país precisa… Cá por mim o que digo é que está tudo grosso, … porque esses putativos candidatos não sabem na alhada que se vão meter se chegarem a vias de facto… Lembrem-se do que aconteceu a Freitas do Amaral, e a Maria de Belém que tiveram de trabalhar anos a fio para pagarem depois os custos da campanha eleitoral… Acresce ainda que a generosidade das pessoas para ajudarem a financiar as campanhas eleitorais não é famosa, os “donos disto tudo” estão recolhidos em quarentena prolongada e o hacker Rui Pinto está com a licença de trabalho suspensa… De qualquer forma, é bom que os interessados na corrida ponham a cabeça de fora para se conhecer a tempo a careca de cada um!


Meus Queridos! Na próxima Terça-feira dia 11 de Fevereiro no Museu dos Baleeiros nas Lajes Pico vai ser apresentada e depois aberta ao publico uma exposição intitulada “Ecce Homo – a devoção de um povo” , uma iniciativa que junta o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres e o do Senhor Bom Jesus Milagroso do Pico. A minha prima Maria das Candeias telefonou-me dizendo que vai estar presente na conferância que vai proferir o meu querido Cónego Adriano Borges, Reitor do Santuário do Senhor em Ponta Delgada, esperando que essa seja uma iniciativa que fortaleça a fé em Cristo e no legado que Ele deixou aos Cristãos… Diz Maria das Candeias que a luz que vai à frente alumia… e oxalá ela permita que a Igreja saia das quatro paredes e vá à rua, ao encontro de quem precisa de luz!    

Print
Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima