2 de fevereiro de 2020

Recados com Amor

Meus Queridos! Fiquei muito satisfeita quando ouvi o meu querido Presidente Vasco Cordeiro anunciar para o dia cinco de Fevereiro uma reunião por ele convocada, que vai sentar à mesma mesa o Presidente do Governo dos Açores, o Reitor da Universidade e o Ministro da Ciência e do Ensino Superior, para juntarem as pontas do chamado processo financeiro que atormenta a Uaç. Juro que há muito tempo esperava tal medida e tarde é o que nunca chega e só espero que depois da conversa tripartida nada fique como dantes… E já que falo da Universidade, bem sei que a asneira é livre e não paga imposto, mas sinto pena ver uns fundamentalistas do separatismo entre Ilhas… usarem uma situação financeira real, que tem de ter solução, para enxovalhar sem rebuço… dirigentes daquela instituição, sem apresentar factos e sustentar a prosa em suposições e fantasias… É tempo de acabar com fantasias, para não acontecer o que agora se sabe sobre o tão proclamado hub de Gás Natural Liquefeito (penso que é assim que se chama GNL) para o Porto da Praia da Vitória. Afinal tudo não passa de estudos que duram há mais de três anos, e da vontade de privados que não se chegam à frente para qualquer investimento porque uns foram arrastados para o Porto de Sines e outros não têm dinheiro para o investimento que é preciso fazer, porque o Governo lava as mãos quanto a isso… além de  tudo estar ainda  no ar quanto ao uso do tal GNL pelos barcos … Tanto o Governo central como o regional andaram a vender ilusões aos terceirenses para mitigar os prejuízos sofridos com o abandono dos americanos das Lajes, e agora o sonho torna-se num pesadelo, e a culpa de tudo isso ainda vai sobrar para São Miguel… Tenham dó e lembrem-se que a inveja não medra nem deixa medrar…


Meus queridos! Com todo este Inverno que faz lembrar os de antigamente, quando havia semanas em que mal se podia sair de casa, principalmente quem trabalhava nas terras e quem ia para o mar, até parece que a Noite das Estrelas tem outro sabor. Na hora de escrever estes meus recadinhos e de os ir entregar ao simpatiquérrimo Director do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, ainda não sei se São Pedro, que aqui na Ribeira Seca, da minha cidade-norte, é vizinho da Senhora da Estrela, vai deixar uma brechazinha para eu sair daqui da minha rua Gonçalo Bezerra e ouvir os acordes dos ranchos das Estrelas que na Ribeira Grande têm sempre um sabor diferente, e cuja festa foi ressuscitada pelo colaborador residente do Correio dos Açores e antigo Presidente da Câmara desta bela cidade norte, António Pedro Costa, que agora participa na festa com o seu afamado grupo de cantares “Vozes Mar do Norte”…. Aproveito para já deixar um ternurento beijinho a quantos ornamentaram o salão dos Bombeiros para a Missa das quatro da matina a que se segue a procissão para a sede da Banda Triunfo. Está mesmo uma verdadeira maravilha. Parabéns a quem ainda vai mantendo as tradições… que parecem voltar às origens, porque já se viu que sem tradições empobrece-se o futuro… Que o diga a minha sobrinha neta! 


Ricos! Quem está pior que estragada em tempo de Estrelas, é a minha prima da Rua do Poço, que soube esta semana que afinal as obras da Calheta, as tais que dizem que é para demolir  as defuntas galerias, ainda estão em fase de muita papelada e indefinição. Agora é o pedido de isenção de IMI e ainda é a apreciação do projecto do novo hotel. Afinal, já desde Janeiro de 2017 que aquilo era coisa para começar em quatro meses e os quatro meses vão-se multiplicando e já estão quase em quatro anos. E se os meses começarem a ter 32 dias, como vi num dia destes na RTP/A, porque ainda vejo a “nossa” televisão, temos obra lá para as “calendas açorianas”, que nisto de calendas não são só os gregos que têm direito a tê-las… O pior é que a zona é cada vez mais propriedade dos ratos e d’outros “ratos”…. Diz a minha prima que aposta com quem quiser que como este ano é ano de eleições, a Calheta vai ser bandeira de alguém. Oh se vai!


Meus queridos! A minha sobrinha-neta, que é entendida nesta coisa de internet e redes sociais, mostrou-me esta semana umas fotografias do interior da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Lagedo, onde o meu querido Padre dos Afectos – duas páginas que não perco semanalmente no velhinho e sempre renovado Diário dos Açores – Norberto Brum, mandou afixar cartazes nas caixas das esmolas a dizer para não colocarem dinheiro lá, porque eram roubadas e vandalizadas. E também no local onde cada crente acende as velas em cumprimento da promessa que fez,… a maquineta foi arrombada para roubarem as moedas… e o aviso era o mesmo…. Não colocar moedas. Pois, como já dizia há séculos o Padre António Vieira, “nem Deus nos templos e sacrários está seguro”. E o pior é que quanto mais se fala de tolerância e acolhimento, mais vítimas vamos sendo da geração que se criou sob a capa do “não se castiga” e do “é preciso compreender”… Pois, com tanta compreensão o melhor é fechar as igrejas porque daqui a dias até os bancos e os Santos… se houver… também levam…


Ricos! A gente sabe que a publicidade é um negócio e hoje cá cada vez mais formas de a fazer, uma delas bem lucrativa que é encher as estradas e outros espaços públicos de cartazes e outdoors. Mas é preciso que alguém olhe para o que está a acontecer, por exemplo nas rotundas, como a minha prima Jardelina viu esta semana lá para os lados da Lagoa, onde colocam os ditos cujos, com metros de comprimento, mesmo rente ao chão tirando toda a visibilidade aos condutores que não vêem quem entra na rotunda no outro lado. Se é permitido por lei que se coloquem os cartazes ou outdoors, ao menos que seja com altura que não tire a visibilidade a quem conduz. A minha prima Maria do Rosário diz que vai tirar umas fotos…para enviar à minha simpática Presidente Cristina!


Ricos! Cada vez se fala mais em inovar e na importância da inovação nos negócios e na economia. E hoje, nada como as facilidades de comunicação para poder competir e ter respostas rápidas com os clientes ou utentes. Por isso mesmo não me entra na cabeça que ainda haja muitas empresas entre nós que não têm sequer um mail para contacto e nas suas facturas e outros documentos ainda tenham o velho fax ao lado do número de telefone. Claro que cada um sabe as linhas com que se cose, mas usar ainda fax em pleno século XXI é obra… lá isso é!


Meus queridos! Quando li esta semana que o Governo do Primeiro-Costa resolveu criar uma dupla taxa para quem tem cães e gatos, lembrei-me logo que, se calhar esta foi a melhor forma de já ir compensando as autarquias pela famigerada descentralização em que o Governo vai alijando competências para cima das Câmaras e Juntas sem lhes dar o respectivo pilim para o efeito. Assim, com mais estas taxinhas de gato e cão, pode ser que folguem as costas. E como diz a minha prima Teresinha, quando as taxas de gato e cão não derem, ainda vão taxar os piriquitos e “belgas” das gaiolas. Sim, que isto de saber criar taxas é um dom de quem sempre dizia que havia alternativas à austeridade… E quem não puder pagar, não tenha animais… ou então vão criar uma série de excepções para dizerem que são muito bonzinhos e olham muito para quem tem baixos rendimentos. Olham, olham! ‘Tá-se mesmo a ver!


Ricos! A irreverente Deputada Joacine, que agora está livre do Livre, arranjou uma estratégia singular para ser falada todas as semanas. Ela sabe que ninguém leva a sério as propostas que ela faz, nem as crispações que pretende criar, mas também sabe que a asneira é uma coisa que vende muito na comunicação social que muita gente gosta. E vai daí, agora, veio com a peregrina ideia de que Portugal tem de devolver as obras de arte que ao longo dos séculos vieram das antigas colónias. Mas não pensou no reverso da medalha, o que aconteceria se as antigas colónias tivessem de devolver tudo o que Portugal lá deixou. E a deputada Joacine, na sua ânsia de reescrever a história, nem se lembra que Portugal não é o único país colonizador do Mundo e devia saber que cada tempo tem a sua história que os tempos seguintes não podem apagar. E ela sabe que noutros tempos e noutros países nunca chegaria a deputada… e muito menos a deputada livre do Livre! Deus me livre!


Meus queridos! Quando todo o mundo está preocupado com o que pode acontecer a nível global com a propagação do coronavírus, precisamente cem anos depois da “espanhola” que dizimou milhões de pessoas sabem o que é que os deputados em São Bento se preparam para discutir e aprovar dentro de dias? Nada mais, nada menos do que a lei da eutanásia, que, desta vez tem todos os ingredientes para passar. E com tantos assuntos aí no ar a dominar as atenções, desde o Brexit ao vírus chinês, vai ser fácil passar a lei num manto de silêncio. Bela altura para aprovar a eutanásia… no meio da ameaça de uma pandemia mundial… É obra!


Ricos! Ainda a propósito da eutanásia, a minha prima Maria dos Anjos ligou-me um destes dias, pior que uma barata, dizendo que… não pediu para vir a este mundo e também não vai pedir para partir,… e acrescentava, que não percebe porque é que  teimam em fazer uma lei sobre a eutanásia, porque quem se quer suicidar… fâ-lo sempre de livre vontade sem precisar de auxílio e não vai para a cadeia… e como a eutanásia é um suicídio diferente por ser assistido… e por vezes acompanhado. Há coisas que não se entende e tanto se quer legislar que depois tornam-se escravos da própria lei… Tenham dó !

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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