Vasco Cordeiro anuncia que o furacão Lorenzo provocou 330 milhões de euros de prejuízos

 O Presidente do Governo apresentou ontem o balanço dos estragos provocados pela passagem, no início deste mês, do furacão Lorenzo pelos Açores, que ascendem a cerca de 330 milhões de euros, e anunciou uma série de medidas já aprovadas para apoio à recuperação dos  prejuízos verificados em 255 ocorrências registadas.
O chefe do executivo Regional revelou ter solicitado que seja accionada a solidariedade do Estado no âmbito da Lei de Finanças Regionais e que seja pedida à União Europeia a activação do Fundo de Solidariedade da UE.
O prejuízo no valor que se aproxima dos 330 milhões de euros, em várias ilhas dos Açores, ocorreu, sobretudo, em áreas como as infra-estruturas portuárias e de apoio à actividade portuária, a rede viária e outros equipamentos públicos, a habitação, as pescas, a agricultura e o sector empresarial privado.
 “Parte significativa deste montante, mais de 300 milhões de euros, refere-se a estragos estruturais registados em infra-estruturas portuárias e de apoio à actividade portuária”, salientou Vasco Cordeiro, apontando a destruição total do molhe e cais comercial das Lajes das Flores, os danos no manto de protecção e na cabeça do molhe em Santa Maria, os danos no manto de protecção do molhe e muro cortina em S. Miguel, os danos no manto de protecção do Porto de Pipas, na Terceira, os danos no manto de protecção na área do cais comercial das Velas, em S. Jorge; os danos no manto do molhe de protecção e muro cortina do Porto das Lajes, no Pico, e os danos em equipamentos de apoio à actividade marítima, no Faial.
 O Presidente do Governo salientou que “a situação do Porto das Lajes das Flores assume maior gravidade, tendo em conta o grau de destruição completa que se verificou, estimando-se que o prejuízo registado possa ascender a mais de 190 milhões de euros, incluindo as medidas provisórias de protecção para a operação portuária, enquanto a mesma se mantiver no local em que se processa nos dias de hoje”.
 Relativamente ao sector das pescas, referiu “danos significativos” em diversas infra-estruturas portuárias e de apoio nas ilhas do Corvo, Flores, Faial, Pico e Graciosa, estimados em cerca de 9,5 milhões de euros, enquanto no sector agrícola adiantou que “os prejuízos ascendem a cerca de um milhão de euros nas ilhas das Flores, Faial, São Jorge, Graciosa, Pico e Terceira, em especial em áreas como a produção de milho, a fruticultura, horticultura e floricultura, mas também em diversas infra-estruturas, como estufas”.
 Na habitação, foram sinalizados 70 imóveis afectados e 29 com prejuízos ao nível do recheio, perfazendo um total de estragos no valor de cerca de 700 mil euros, maioritariamente na ilha do Faial, enquanto no que se refere ao sector empresarial privado das Flores, Corvo e Faial, o montante dos prejuízos ascende a cerca de 350 mil euros.
Vasco Cordeiro anunciou que já enviou uma carta  ao Primeiro Ministro e “foi já, prontamente, agendada uma reunião para o próximo dia 21 para abordar estes assuntos”, revelou o Presidente do Governo.
 O Governo dos Açores decidiu também aprovar os critérios e o regime para a atribuição de apoios a cidadãos e a empresas afectados por esta catástrofe natural, nomeadamente nas áreas da habitação, pesca, agricultura e comércio e serviços”, afirmou.
 No caso da habitação, foi aprovado o regime excepcional de apoio social de emergência, que pode ir até 100 por cento do valor dos estragos, e que se destina aos agregados familiares que se encontrem em situação de comprovada carência de recursos nas ilhas do Faial, Flores, Pico, São Jorge e Graciosa.
 Por outro lado, foi aprovado um apoio extraordinário destinado a compensar os prejuízos registados em equipamentos de apoio à pesca, que corresponde a 75 por cento das despesas elegíveis, na parte não comparticipada por seguros ou não objecto de cobertura de seguro.
 Relativamente ao sector agrícola, foi aprovado um apoio que prevê a atribuição de uma comparticipação até um máximo de 75 por cento do montante dos estragos verificados em produções agrícolas e em infra-estruturas, como é o caso de estufas, tendo sido também aprovado o apoio a equipamentos, instalações e mercadorias de empresas do sector do comércio e serviços, que serão apoiadas até 75 por cento das despesas elegíveis.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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