15 de outubro de 2019

Arrepiante

No passado mês de janeiro, o Estado de Nova York aprovou uma legislação que amplia o direito ao aborto, até ao fim da gravidez, pois antes só se podia abortar até às 24 semanas de gravidez. Agora até a criança nascer pode ser legalmente morta. A desculpa é o perigo de saúde para a mãe. Evidentemente é uma desculpa pouco razoável.
Agora foi a vez da Austrália de aprovar a mesma lei iníqua…
Por este caminhar até onde chegará essa carnificina humana, tolerada e incentivada pelas leis ditas progressistas, em que a vida humana deixa de ter menos valor do que a vida animal, esta cada vez mais protegida e aplaudida pelas sociedades hodiernas. 
Este é um dos assuntos horrendos em que é difícil ficar calado sobre eles. Assuntos de tal maneira bárbaros que parece haver pudor em comentá-los. Infelizmente, esta notícia da legalização do aborto sem prazos no Estado de Nova Iorque e na Austrália não foi praticamente noticiada e muito menos comentada, em Portugal. 
Confrangedor é o silêncio da imprensa sobre o assunto e o infanticídio legal é demasiado arrepiante que nos deixa a todos sem reação. Se para uns, é um avanço civilizacional, para outros este pseudo progresso é um retrocesso que não sabemos aonde nos irá levar.
Pior do que a aprovação desta lei, foi a festa que fizeram os seus promotores, chegando ao ponto que o governador de Nova Iorque ter mandado iluminar de cor-de-rosa vários edifícios da cidade que nunca dorme, incluindo o novo World Trade Center. 
Quem consegue ficar impávido e sereno perante tais notícias? Mais parece que regressamos ao tempo do rei Herodes, que mandou matar todas as crianças de Belém até aos dois anos de idade para que Jesus não sobrevivesse. Naquilo que escrevo tento sempre ser contido, ponderado, compreender o outro lado. Neste caso não consigo. Não consigo perceber como alguém é capaz de não só apoiar, mas de festejar uma lei que permite matar inocentes. Novos Herodes, exercendo o seu poder manchados com o sangue dos inocentes. Que Deus lhes perdoe!
Várias associações que defendem o Direito à Vida do Estado têm alertado, com muitos poucos ecos na comunidade que esta lei irá invalidar “limites para o aborto” e “ordenar que todos participem da cultura da morte”.
Apesar do trabalho da Federação Portuguesa pela Vida, e de outras associações que diariamente trabalham no terreno para salvar crianças e mães do aborto, o tema no nosso país caiu no esquecimento. 
O Bloco de Esquerda fez aprovar, sem nenhum ruído mediático, uma resolução no Parlamento para que fossem removidos os obstáculos ao aborto livre no Serviço Nacional de Saúde, com o argumento de que havia várias queixas de dificuldades em conseguir um aborto pago pelo Estado. 
O que se sabe, é que a objeção de consciência é ainda um direito fundamental, mas há muitos desejosos para acabar com esta mesma objeção de consciência, levando a cabo alterações à lei e à Constituição, por forma a impedir que algum médico escrupuloso possa invocar este direito.
No entanto, houve grande alarido mediático quando uma grávida não tinha abortado porque um médico tinha invocado a objeção de consciência. Todos os jornais falaram do caso e do inquérito da Entidade Reguladora da Saúde ao médico. O que se esqueceram de noticiar foi que o a ERS não detetou qualquer irregularidade no comportamento do médico.
O trabalho mais urgente de quem está do lado da defesa da vida é relembrar continuamente o valor de cada vida humana e criar a consciência de que cada vida por nascer é um Ser Humano com igual dignidade a cada um de nós.
O que está a acontecer no Estado de Nova Iorque e na Austrália é um flagelo, dado que estamos a construir uma sociedade onde cada Vida Humana não tem valor, não é respeitada, nem protegida e onde a Vida deixa de estar em primeiríssimo lugar.
 

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Categorias: Opinião

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