É por estes “pormenores” que podemos afirmar que Duarte Pius ou Pio a quem muita gente presta vassalagem como “duque” e “herdeiro” do Trono de Portugal se presta a fazer declarações estranhas e intrigantes, até poder de observação sobre um mundo moderno que, sem se deter, se transforma e progride desde que o seu antepassado condenado ao degredo para sempre e ao exílio perpétuo (Miguel de Bragança), e o próprio pai (Eduardo Afonso ou Duarte Nuno – que é outro que não se sabe o nome verdadeiro), revelando um total desconhecimento da sociedade onde vive e à custa dela, se sustenta e vive como um “lord” de forma pouco transparente, devido a nada saber-se sobre os avultados lucros das Fundações de Bragança e Dom Manuel II, levando a que muita gente julgue serem essas “coisas” proferidas por ingenuidade ou mal aconselhamento... Patetice absoluta! Meus senhores, é ausência de definição e consistência tão-somente, pois foi sempre uma espécie de “criação do Estado Novo”, isto é, uma figura de adereço de um sistema republicano no tempo do Dr. Oliveira Salazar que precisou na altura acalmar os ânimos de muitos “miguelistas” alojados na antiga Assembleia Nacional, conhecida agora por Assembleia da República que sempre o usou, usa e usará para sempre até ao seu final...
É interessante (e assombroso) verificar como a maior parte dos ainda “miguelistas” não entenderem a contínua e perpétua “abstenção” desse infligido duque de nome Duarte Pius ou Pio que nada pronuncia sobre os problemas que dizem respeito directamente ao bem-estar dos portugueses. Nada pensa e, portanto, nada diz! Diz asneiras sobre as toiradas que agora virou assunto de discussão diária para os protectores dos animais. Fala de forma embaciada sobre Amália Rodrigues que nem sequer lhe seguiu os passos da sua imensa e importante carreira internacional. De igual forma, nada expõe sobre a grande tragédia dos incêndios, a vergonhosa miséria de milhares de portugueses e ainda o estado da saúde em Portugal, etc... Realmente o seu silêncio é ensurdecedor, mas para manter o alvitre sobre os seus direitos dinásticos está sempre pronto e rápido, especialmente quando garante – sabendo que não é verdade - ser o parente mais próximo (colateral) do último Rei de Portugal Dom Manuel II, que morreu em exílio de morte suspeita e aterradora, ficando putrefacto em poucas horas. Realmente faz lembrar o caso inexplicado de El-Rei Dom Joãos VI que, segundo as suas vísceras, morreu envenenado com arsénio. Esquece por completo, e de forma abusiva da Infanta Dona Maria Pia de Bragança legitimada por Dom Carlos I com todas as honras, pertinências e prerrogativas dinásticas. Podem crer, que documentos originais de tudo o quanto aqui afirmamos podem ser verificados por qualquer autoridade, sendo que, a maioria deles, foi enviada e está já na posse da Procuradoria Geral da República. Pois bem, voltando a essa quimérica figura há quem ainda o veja como “rei”... permitam-me dizer: só se for “rei da selva” por entre os simiescos que o poderão receber como seu igual. De facto, não sei como alguns portugueses inteligentes e de boa índole o veem como um pretendente “credível” ao trono de Portugal, não tendo em conta a história dos seus ancestrais, do seu próprio passado e, através disso, a falta do verdadeiro fio condutor que emprestar-lhe-ia tais direitos, lembrando aqui a ilegalidade de ser o que sempre desejou ser, ou seja, Duque de Bragança para viver à custa das Fundações de Bragança e de Dom Manuel II das quais aufere elevados proventos mensais e anuais impendido que sirvam os reais propósitos dos testamentos deixados pela Rainha D. Amélia e Dona Augusta Vitória última Rainha-consorte de Portugal em exílio, portanto esposa de Dom Manuel II, que eram servir por inteiro o povo português e as mais diversas regiões de Portugal!
Esse homem e a sua família ancestral e actual, esse esboço de “rei-faz-de-conta” que é filho, neto e trineto de deportados e condenados ao degredo perpétuo na minha mais modesta e assertiva opinião, está realmente a gozar com os verdadeiros sentimentos monárquicos de milhares de portugueses, assim como eu!
É por isso tudo, e muito particularmente pela ignorância sobre a História de Portugal das últimas décadas, que temos uma tremenda divisão entre os defensores da verdadeira monarquia...
Concluo, perguntando: até quando o senhor de Santar estará no anfiteatro da ilusão e da prestidigitação em Portugal? Até quando os portugueses deixarão que a tramoia e a camuflagem criada pela carbonária-republicana existam na Pátria| Mátria de todos nós, sejamos nós monárquicos ou republicanos, continentais ou insulares?