É tempo, agora, de dar lugar a outros

O PS/Açores deliberará, no próximo sábado, dia 13 de Julho, sobre a matéria respeitante à organização e composição da sua lista de candidatos à eleição para a Assembleia da República.
Ontem, por isso, tornei pública a decisão que, desde os primeiros momentos, em 2015, havia comunicado ao Secretário Geral do partido, António Costa, e que reiterei, junto do mesmo, em diversas circunstâncias, designadamente, e de modo mais definitivo, em fevereiro de 2018.
A mesma comunicação fiz, há alguns meses, ao Presidente do PS/Açores Vasco Cordeiro, do qual sempre tive a melhor colaboração e compreensão.
Não serei, de novo, candidato a deputado à Assembleia da República pelos Açores, e, evidentemente, nunca o seria por qualquer outro círculo eleitoral donde não sou natural ou residente.
Foram mais de 40 anos de empenhamento cívico e político, desempenhando cargos públicos parlamentares e executivos - aos níveis central, regional e local - resultantes de sucessivas eleições, para além de absorventes responsabilidades dirigentes partidárias.
Fiquei e estou muito honrado com todos os convites que ao longo de todos esses anos – e nestes quatro anos em particular - me foram feitos para os mais diversos cargos que, por diferentes razões, não pude ou entendi não aceitar. Fiquei, igualmente, muito honrado ao ter assumido e sido eleito, pelas deputadas e deputados, líder do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República, trabalhando, também, quase diariamente, com o Primeiro Ministro.
É tempo, por outro lado, de dar lugar a outros que, na minha Região, trarão novas energias e novas competências, contribuindo, assim, para um salutar princípio de renovação nos cargos políticos.
O meu entendimento é que o Partido Socialista deve prosseguir o caminho de renovação que está a fazer – a nível nacional, como nos Açores -, com o empenhamento de novas gerações e novas pessoas na política, concitando envolvimentos e entusiasmos que beneficiem o partido e vitalizem a democracia. Uma das formas de o propiciar é dar a oportunidade de ocuparem o nosso lugar, como o fiz, aliás, quando decidi cessar funções de presidente do Governo dos Açores em 2012.
Tenho muito orgulho no meu percurso político, na minha participação em momentos fundacionais da Autonomia dos Açores e do Partido Socialista e, sobretudo, nos resultados desse trabalho e nas realizações que daí decorreram com enfoque especial para a vida Povo Açoriano.
Tenho consciência dos bons resultados do meu trabalho neste último período junto do Governo da República e do valor que incorporaram na governação regional.
Tenho o mesmo orgulho na contribuição que pude dar ao meu País, em particular nestes frutuosos últimos quatro anos marcados por uma experiência política inovadora no contexto português, que partilhei intensamente com o partido, com os deputados e com o governo.
Não me excluo da participação política, porque não me excluo das responsabilidades cívicas que a todos devem competir, mas fá-lo-ei, certamente, de outra forma e sem a permanência e a intensidade dos cargos que até hoje assumi.
Fá-lo-ei como presidente do partido, enquanto o for, mas, sobretudo, como cidadão.
Estarei empenhado em ajudar o PS em mais esta disputa eleitoral de Outubro, consciente da importância e dos benefícios para a minha Região, para Portugal e para a Europa da continuidade de um governo liderado pelo PS e, em particular, no apoio a António Costa, cuja inteligência, sensibilidade e acção foram e continuarão a ser decisivas no PS e para o País.
Estarei sempre grato pela confiança que recebi dos meus camaradas e dos meus colaboradores, bem como de todos com os quais trabalhei, incluindo as mais variadas instituições e entidades.
Espero ter sido e continuar a ser merecedor da confiança que, repetidamente, recebi do Povo Açoriano.

 

Julho 2019

 

Carlos César

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Autor: CA

Categorias: Regional

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