São dias de uma grande inquietação e de um caos incontrolável os que se vivem na Venezuela; são momentos difíceis de descrever, de angústia e ansiedade. As populações vivem à beira de uma gigantesca guerra de nervos. Nunca sabem o que pode acontecer no dia seguinte… A fome, as doenças alastram-se. A barbária impera. O ódio, criado por Maduro, de uns contra os outros, reina e dá lugar às agressividades físicas e aos insultos que ferem. A mentira é usada como arma de arremesso. As situações mais inacreditáveis de crimes, raptos e mortes sucedem-se num ritmo vertiginoso. Na Venezuela de hoje, as populações vivem suspensas no terror! Aos milhares, vão saindo do país. Os militares, agora, controlam os aeroportos, fiscalizam os carros, verificam as saídas e entradas das pessoas. Hoje, a desconfiança instalou-se nas populações, ninguém confia em ninguém.
Nicolas Maduro passeia-se com o seu poderoso exército para amedrontar as gentes. Maduro vomita palavras sobre palavras, mentiras sobre mentiras, fazendo-as passar por verdades: a invasão dos EUA é o que ele mais repete, o importante é criar um inimigo, “Trump” é o culpado por todas as desgraças que acontecem. As lavagens de cérebro, todos os dias, têm horas e técnicas combinadas. Volta não volta, ele ataca o “Trump”. E “Trump” para cá“Trump” para lá, dizendo que ele quer impor uma grande ditadura na Venezuela. Dá vontade de rir: Maduro, o grande ditador e manipulador, a falar de liberdade e de ditaduras!
As prisões da Venezuela estão cheias com jovens opositores ao regime de Maduro. As rádios e as televisões que se lhe opõem são encerradas… Desconhece-se o que são direitos humanos. As pessoas são massacradas. De tudo isto estão bem conscientes os Generais e os Coronéis, mas pactuam com o “Presidente palhaço” porque não lhes convém perderem os salários milionários de que usufruem. Vivem como nababos, com as mulheres, as amantes e os filhos. “O povo que se lixe” ou, então, “o povo que vá para o inferno”.
Eles jamais cederão aos apelos de Guaidó. Farão sempre, “orelhas moucas”, até porque Maduro tem milhares de Generais no seu exército, muito mais do que tem o exército dos EUA ou outro qualquer exército.
Quando Maduro fala tanto de independência é só para impressionar os ignorantes e fanáticos que o apoiam. A Venezuela está, hoje, dependente dos cubanos, dos russos e dos chineses. O que poderá suceder, um destes dias, é os chineses correrem com os russos...
É claro que os países apoiantes de Juan Guaidó falam de mudança pacífica. Isso é utópico. Julgo que é o desejo de todas as pessoas de bom senso a mudança pacifica, à excepção do idiota do Presidente e dos seus apaziguados que alimentam o espírito de guerra, de raiva e vingança, fomentando nos fanáticos um forte espírito de revolta contra os patriotas. Venezuelanos contra Venezuelanos.
Entretanto, a situação no país degrada-se cada vez mais. O povo vive com a sensação de que o relógio parou há muito e que o Comandante Chaves (outro ditador), de morto, está vivo. Segundo o idiota do actual Presidente, (que também já se intitulou de Comandante), o Comandante Chaves sai do túmulo para lhe falar e dar uns conselhos.
Entretanto, o tempo corre, as mães choram as mortes dos filhos, os pais lutam desesperadamente para angariarem alimentos para as crianças, muitos idosos morrem por falta de medicamentos, enquanto os jovens vão aos caixotes do lixo à procura de restos de comida.
Maduro e os seus Generais, tranquilamente, vão inventando intentonas. Criando inimigos. É assim que se governa, em pleno século XXI, um dos países mais ricos do mundo, mas com as populações esfomeadas de paz, de segurança, de pão, e de saúde. Mergulhadas em abismos de desesperação.