Podemos afirmar que Portugal é um Estado laico, o que significa que não acolhe, impõe, estimula ou segue dogmas impostos por qualquer crença ou culto, mas também que não reprova uma ou outra religião. Todavia, isso não significa que o Estado é alheio a valores que inspiraram e ainda inspiram boa parte das crenças, particularmente no nosso caso o Cristianismo. Entendo, pois, que não se deve confundir religiosidade e espiritualidade, tal como foi afirmado por mim noutros textos publicados. Portanto, se o cidadão comum não admite ao Estado apresar dogmas e rituais religiosos, será para o mesmo difícil negar que o ser humano não tenha uma dimensão espiritual, sendo esta aspiração incisivamente expressa nos textos constitucionais de toda a Europa. Mas, voltando ao ponto fulcral deste texto, quero referir que o novo cenário civilizacional padrão é “sem religião “e “sem crença”, e os poucos que são religiosos vêem-se como flutuando contra esta extraordinária tendência esvaziante e indefinida na qual ainda predomina alguma imaginação, talvez inexaurível e arrebatadora, no meio de uma existência pobre, ingrata e sem afectos. Na verdade, a maior parte dos indivíduos habita o mundo ocidental com a alma repleta num mundo que foi desocupado, dentro do qual serão sempre os seres miseráveis porque, vivem a vida como um eterno concurso, dentro do qual há sempre outro indivíduo que fica à frente. De facto, e discorro de novo no Ocidente dos nossos dias, observo que a palavra civilização surge demasiadas vezes e, de modo irónico, pois apetece-me aconchegá-la entre aspas. Em suma, quero aqui referir que a marcha da Europa em direção a uma sociedade pós-cristã está nitidamente ilustrada por tudo o que atrás referi e por tanto mais que havia a expor. Até a própria religião está “moribunda”, talvez com algumas notáveis excepções, vendo-se os jovens adultos estarem cada vez mais abandonando de identificarem-se como religiosos e de praticarem uma qualquer crença. Em abono da verdade, quase dois terços dos nossos jovens não rezam, não oram nem tampouco recitam algum mantra. Enfim, é um quadro civilizacional perigosamente desolador!
EIS, porque os TEMPLÁRIOS do Mundo despertam. E todas as ORDENS sucedâneas, imbuídas e irmanadas no mesmo espírito, também o fazem... Desta feita, não para desencadearem de espada em punho mais uma Nova Cruzada dos Tempos pós-modernos, porquanto a MISSÃO é distinta e diversa, sendo mais subtil, contemplativa, benevolente, mas SIM para romper as trevas para que - a LUZ que é Consciência Maior e que é além disso fidedigna LUCIDEZ - penetre na mente dos homens e mulheres em conluio com a vivente egrégora deixada pelos irmãos Monges Cistercienses e pela sagrada como misteriosa Ordem de Sião, através das qual, os TEMPLÁRIOS, levaram a cabo um dos planos mais ousados e secretos da História do Mundo, ou seja, a criação do primeiro Estado-Nação independente da Europa, isto é, PORTUGAL, com um dos seus como REI!
PORTUGUESES, não sejam tíbios na vossa fé, seja qual for!